ACORDO DA CESP COM A MARINHA É SIGILOSO

O convênio de cooperação tecnológica que a CESP (Companhia Energética de São Paulo) firmou com a COPESP (Coordenadoria para Projetos Especiais) da Marinha "tem a classificação de confidencial e não será publicado em Diário Oficial". Este jornal obteve uma cópia do documento assinado em julho deste ano entre a estatal paulista e o órgão da Marinha, que trabalha no projeto de um submarino nuclear. O convênio chamou a atenção da Assembléia Legislativa por surgir pouco depois de concluído um estudo encomendado pela COPESP à UNICAMP. O estudo aponta como áreas propícias para abrigar PCNs (pequenas centrais nucleares) várias capitais do país, além da Grande São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto). O presidente da CESP, Antonio Carlos Bonini de Paiva, negou que o convênio fosse sigiloso, ao depor na Assembléia Legislativa na última semana. Segundo ele, a CESP não pretende adotar a opção nuclear nos próximos 15 anos. Em suas declarações, o presidente da estatal resume sempre o objetivo do convênio à "troca de informações" (FSP).