Os 11 presidentes do Grupo do Rio inovaram na declaração conjunta de Buenos Aires, assinada ontem no encerramento do 6o. encontro dos presidentes desses países, e incluíram uma cláusula em que associam a consolidação da democracia ao combate à corrupção e à adoção de programas econômicos que beneficiem populações pobres, por sugestão do presidente Itamar Franco. Com esse propósito, diz o comunicado, "se promovem as transformações institucionais, administrativas, dinâmicas, modernas e honestas, que constituam a consolidação e apefeiçoamento de uma democracia eficiente e participativa". Em seus 32 parágrafos, a Declaração de Buenos Aires confirma o antecipado: solidariedade com a Venezuela, reafirmação da condenação à ditadura do Haiti, preocupação com a instabilidade do regime democrático do Suriname e a necessidade de preservar a região como área livre de armas nucleares. Os líderes dos 11 países da América Latina e do Caribe que compõem o Grupo do Rio pediram também uma solução rápida para a atual rodada de negociação do GATT, em carta enviada ao diretor-geral do organismo, Arthur Dunkel. Os presidentes ressaltaram a necessidade de se chegar a um acordo contra o protecionismo e o corte de subsírios (JB) (GM).