Os corpos dos guerrilheiros mortos no Araguai foram enterrados na selva após serem identificados. As informações constam de 24 documentos das Forças Armadas recebidos ontem pelo deputado Nilmário Miranda (PT-MG), presidente da comissão que investiga o paradeiro dos desaparecidos políticos. Três dos desaparecidos são citados nos documentos militares. As ações no Araguai receberam o nome militar de "Operação Papagaio". Dois dos desaparecidos-- Bergson Gurjão Farias e Idalísio Soares Aranha Filho-- foram mortos em confronto com as forças militares, segundo os documentos. O terceiro, Kléber Lemos da Silva, foi preso no dia 26 de junho de 1972. Há 59 desaparecidos no Araguai. Os documentos são identificados por códigos das Forças Armadas e assinados por 16 oficiais (FSP) (JB).