O grupo industrial alemão Mannesmann AG vai investir 243 milhões de marcos (US$152,8 milhões) em sua operações brasileiras e em suas fábricas de tubos de aço em 1993. A informação foi dada ontem pelo grupo, ao anunciar um corte de 30% em seus investimentos para o ano que vem, que, dessa forma, recuarão do 1,49 bilhão de marcos (US$937,1 milhões), que está sendo investido neste ano, para 1,05 bilhão de marcos (US$660,4 milhões). A queda dos investimentos será sentida na subsidiária Mobilfunk, que está desenvolvendo o chamado sistema "D2" de telefonia móvel. A Mobilfunk é controlada por um consórcio no qual a Mannesmann tem uma participação majoritária. Do 1,05 bilhão de marcos que a Mannesmann planeja investir em 1993, as operações domésticas receberão 681 milhões de marcos (US$428,3 milhões), enquanto as operações estrangeiras ficarão com 367 milhões de marcos (US$230,8 milhões. A divisão de máquinaria terá 340 milhões de marcos (US$213,8 milhões); a divisão de tecnologia automotiva recebará 324 milhões (US$203,8 milhões); as operações de engenharia elétrica e eletrônica investirão 59 milhões (US$37,1 milhões); e a divisão trading, 32 milhões (US$20,1 milhões). No Brasil, a Mannesmann S/A anunciou ontem a venda de todas as suas participações em quatro empresas controladas, numa operação avaliada em 81 milhões de marcos (US$50,9 milhões). As participações que o grupo tinha na Mannesmann Demag Ltda., Mannesmann Demag Movicarga Ltda., Rexroth Hidráulica Ltda. e Sachs Automotive Ltda., foram vendidas, respectivamente, para a Mannesmann Demag AG, Mannesmann Demag Fordertechnik AG, Mannesmann Rexroth GmbH e Fichtel und Sachs AG, às quais as controladas vendidas sempre estiveram tecnicamente ligadas. Segundo a empresa, a venda partiu da necessidade de concentrar a aplicação dos recursos disponíveis na área de produção e comercialização de aços e tubos que, historicamente, sempre correspondeu à atividade própria da companhia (GM).