FIESP QUER FIM DE AÇÕES COLETIVAS DE SINDICATOS

O presidente da FIESP, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, disse ontem que a substituição processual, ou seja, a possibilidade de os sindicatos ingressarem com ações coletivas reivindicando benefícios para os trabalhadores, deve acabar na revisão constitucional do próximo ano. Caso a Justiça decida, por exemplo, pelo pagamento das alegadas defasagens
51916 salariais dos planos econômicos, como o Plano Bresser ou o Collor, as
51916 empresas estarão em graves dificuldades, disse Moreira. A questão da substituição processual estará presente no documento que a FIESP encaminhará ao governo federal nos próximos dias. Do texto constará a necessidade de criação de uma linha de financiamento para habitação no meio rural, como forma de conter a evasão do campo e o consequente inchaço das cidades. Será também proposta a criação de cursos de ofícios, usando profissionais aposentados e a infra-estrutura de escolas como as do SENAI, SESI ou SENAC. O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), da CUT, Eiguiberto Della Bella Navarro, disse que as críticas feitas pelo presidente da FIESP contra os processos coletivos movidos pelos sindicatos refletem o atraso da entidade em relação às relações entre capital e trabalho. "A substituição processual é uma das conquistas da Constituição de 1988", defendeu (O Globo).