Os empregados da CSN estão negociando, com grupos privados interessados no controle da empresa, um acordo que assegure uma administração compartilhada antes do leilão de venda da estatal, marcado para o próximo dia 22. Eles buscam acordo semelhante ao celebrado pelos empregados da USIMINAS com a Nippon Usiminas (capital japonês), bancos Bozzano-Simonsen e Econômico e distribuidores de aço e que poderia siginificar até a manutenção da atual direção da empresa. Na assessoria da CSN comenta-se que a negociação visa impedir o que aconteceu com a Previ (fundação de previdência social dos empregados do BB), no caso da ACESITA. Por falta de acordo prévio, a Previ acabou ficando com 15% das ações com direito a voto-- a maior participação dentro de um novo quadro de acionistas extremamente pulverizado-- mas, mesmo juntando-se a dezenas de minoritários, não conseguiu completar os 50,1% que configuram o controle. Na negociação da CSN, seus empregados são representados pelo Fundo Beneficiente Siderúrgico (FBS) e pelo Clube de Investimento dos Empregados da CSN (CIC), que, juntos, deverão alcançar participação entre 29,2% e 35% (O ESP).