Pela primeira vez um documento de presidentes da América Latina reconhecerá a ética administrativa como um dos instrumentos necessários à consolidação da democracia. A iniciativa pertence ao governo brasileiro e constará da Declaração de Buenos Aires, que 10 presidentes e um primeiro-ministro dos países integrantes do Grupo do Rio darão a conhecer amanhã, ao final de sua sexta reunião em Buenos Aires. Criado para apoiar o processo de redemocratização no continente, o Grupo do Rio até agora suspendeu dois de seus membros-- Panamá e Peru-- por violações dos princípios de democracia representativa, e agora passa a examinar com atenção medidas internas e concretas para evitar que processos como a corrupção e o tráfego de influências representem um instrumento a mais de ameaça à paz no continente, além da pobreza, o narcotráfico e o terrorismo. Além da troca de idéias sobre a integração regional, a democracia e a reestruturação da ONU e de seu conselho de segurança, os presidentes do Grupo do Rio discutirão o futuro da ALADI, uma vez que estarão presentes ao encontro representantes do MERCOSUL, do NAFTA, do Pacto Andino e do Grupo dos Três (Colômbia, Venezuela e México) (GM).