O advogado francês Paul Lombard reafirmou ontem que será um dos defensores do presidente afastado Fernando Collor no processo de impeachment no Senado e adiantou que já dispõe de provas da inocência de seu cliente. Segundo ele, o Senado brasileiro não tem "autoridade moral" para julgar Collor, porque muitos senadores já anunciaram como vão votar. Ontem, Collor garantiu que não passam de "uma grande bobagem" as notícias de que ele irá morar em Paris (França) depois do julgamento no Senado. O presidente afastado pode ter sua prisão preventiva decretada se ficar evidente que sua eventual saída do país é uma tentativa de coibir a ação da Justiça. A opinião é de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que acrescentou que o pedido pode ser feito pelo procurador-geral da República, Aristides Junqueira, ou por iniciativa do ministro Ilmar Galvão, relator no STF do inquérito que apura o envolvimento de Collor com o esquema PC. O mesmo ministro do STF afirma que Collor não está impedido de sair do país, se não tiver prisão preventiva decretada (JB) (O Globo).