NOVO GRUPO ARGENTINO LANÇA MANIFESTO PARA DISCUTIR O MERCOSUL

Nem todos os argentinos têm restrições aos resultados até agora conseguidos pelo MERCOSUL. E, mesmo entre os críticos dos seus prazos e formas, existem os que colocam a integração entre Argentina e Brasil e, por extensão, com Paraguai e Uruguai como prioritária na estratégia que devem desenvolver os países do sul do continente para a conquista de espaços autônomos num "mundo transnacionalizado". Cerca de 150 importantes figuras públicas da Argentina, não só do mundo dos negócios, mas também intelectuais, políticos e sindicalistas, vão lançar amanhã um movimento para incorporar todos os setores da sociedade ao debate e acompanhamento do MERCOSUL. O movimento vai chamar-se FOROSUR (Foro del Sur de las Américas), e não estará limitado ao exame das questões comerciais da integração. Um manifesto a ser publicado amanhã nos jornais de Buenos Aires esclarecerá os propósitos do foro: "Afirmar a identidade das nações do sul das Américas através de um esforço deliberado que incorpore os respectivos povos, para que, além das ações de governos e empresários, adquira (a integração) profundo sentido social, cultural e tecnológico". Dirá também o documento que "a irrelevância política e a marginalização são as alternativas existentes" ao processo de integração. O foro não tem qualquer patrocínio oficial ou de empresas e, segundo seus articuladores, "está aberto a todos que compartilhem a idéia de que a aliança das nações do sul das Américas, expressa hoje no MERCOSUL, constitui um projeto destinado a afirmar nossas respectivas nacionalidades" (GM).