Por 16 votos a um, a Comissão Especial que conduz o processo de impeachment no Senado aprovou ontem o relatório do senador Antônio Mariz (PMDB-PB), declarando procedentes as acusacões ao presidente afastado Fernando Collor de Mello, por crime de responsabilidade. O relator concluiu que Collor atentou contra a seguranca interna do país, "ao permitir de forma expressa, ou tácita, a infracão de lei federal de ordem pública e que procedeu de forma Incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo". Somente o líder do PRN, senador Ney Maranhão (PE), votou contra o relatório. No próximo dia 1, o relatório será votado pelo plenário no Senado, necessitando, para ser aprovado, dos votos de, no mínimo, 41 senadores. Nesse caso, os advogados Evandro Lins e Silva e Marcelo Lavenere apresentarão imediatamente uma síntese da acusacão, abrindo-se o prazo de 48 horas para a defesa fazer o mesmo (JC) (JB) (O Globo) (FSP) (O ESP) (GM).