O PT (Partido dos Trabalhadores) apresentou ontem um "Projeto de Emergência" para a política econômica, propondo cortes nos gastos com o funcionalismo e a criacão de dois novos impostos, que substituiriam o ICMS e o IPMF. O presidente do PT, Luís Inácio da Silva, Lula, vai discutir o projeto com líderes partidários antes de entregá-lo ao presidente em exercício Itamar Franco. Lula disse que o PT decidiu propor o programa porque o país não pode continuar na paralisia, governado por frase de
51844 efeito. O deputado Aloizio Mercadante (PT-SP) criticou a ineficiência do Estado. As propostas do PT são as seguintes: Finanças públicas-- defende a redução dos gastos públicos, incluindo despesas com salários do funcionalismo; Reforma fiscal-- criação de uma "Contribuição de Emergência" de 0,15% sobre todas as operações financeiras. Defende a criação do Imposto sobre Valor Agregado, que substituiria o ICMS, Finsocial, PIS/PASEP. Defende multas maiores aos sonegadores e aumento da fiscalização; Inflação e custo de vida-- negociação entre o governo, empresários e trabalhadores para se chegar a uma política de combate à inflação. Pede subsídios à produção de alimentos básicos; Política salarial-- adoção dos contratos coletivos de trabalho. A negociação das perdas salariais seria transferida para o momento em que a economia se estabilizasse (FSP) (O ESP).