O presidente da Sharp, Mathias Machline, afirmou ontem em depoimento na Polícia Federal, em São Paulo, que foi forcado a contribuir com US$200 mil na campanha eleitoral de 1990. Segundo ele, o dinheiro foi pedido pelo empresário Paulo César Farias, o PC, com a alegacão de que a bancada do governo Collor no Congresso deveria ser fortalecida. Machline disse que a Sharp não ocncordou com a exigência de PC, alegando ser ilegal a contribuicão financeira de pessoas jurídicas para campanhas eleitorais. PC sugeriu então que a Sharp desse o dinheiro em troca de servicos de suas empresas Goner Aircraft e Autolocadora Real. De acordo com fontes da PF, essas empresas seriam de fachada, utilizadas para os depósitos de dinheiro dos "contribuintes" do Esquema PC. Segundo o advogado de Machline, Saulo Ramos, a Sharp jamais utilizou os servicos das empresas de PC. "Quando você paga por servicos que não usa configura estelionato", afirmou Saulo Ramos (O ESP) (FSP) (JB) (O Globo).