Há um vínculo muito estreito entre o grau de instrução e a idade da
51775 mãe e o índice de mortalidade infantil-- quanto menores os dois
51775 componentes, maior a ocorrência de óbitos nos primeiros doze meses de
51775 vida. Esse é um dos resultados da pesquisa sobre mortalidade infantil divulgada ontem pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) em conjunto com as Secretarias de Saúde de Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e o Celade (Centro Latino-Americano de Demografia das Nações Unidas. Para o levantamento foram ouvidas 21.254 mulheres entre setembro de 1990 e dezembro de 1991 em hospitais públicos de quatro municípios de cada um dos três estados nordestinos que participaram da estatística-- e onde se concentram as taxas mais altas de mortalidade infantil. Do total, em cada mil crianças nascidas vivas, 79,19 morreram no primeiro ano de vida-- acima da média nacional, de 51 óbitos, e da paulista, com 26 mortes em cada mil. Para as mães com idade entre 15 e 19 anos, o índice sobe para 116,78 em cada mil nascimentos, decrescendo para 80,17 para a faixa entre 20 e 24 anos. No caso da instrução, quanto menor a escolaridade, maior a ocorrência de falecimentos. Para as mulheres sem nenhuma instrução, para cada mil nascidos vivos, 97,88 morreram no primeiro ano, caindo para 75,01 para mães com primeiro grau incompleto e 43,22 para o primeiro grau completo, segundo ou superior (GM).