A Conferência Interparlamentar sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, aberta ontem em Brasília, comecou com uma expectativa: a de que os EUA assinem, finalmente, a convencão da biodiversidade-- principal entrave da Rio-92, realizada em junho no Rio de Janeiro. Mesmo ausente do encontro, que deve reunir representantes de 46 países, os EUA virou personagem central da conferência com a eleicão do democrata Bill Clinton. Seu companheiro de chapa, o futuro vice-presidente, Albert Gore, foi durante a Rio-92 um dos principais críticos à posicão do presidente George Bush em não assinar a convencão. Os parlamentares devem incluir no documento que sairá da conferência a formacão de um grupo para fazer gestões junto ao governo norte-americano em favor da convencão da biodiversidade. Os participantes do encontro, que prossegue até o próximo dia 27, também querem maior intercâmbio entre os parlamentos para que todos acompanhem e cobrem dos governos as transformacão em lei das medidas aprovadas no Rio. Os documentos discutidos na Rio-92 têm que ser aprovados pelos parlamentos para então serem ratificados. A captacão de recursos é um dos principais problemas na relacão de "quem vai pagar a conta" do desenvolvimento sustentável (FSP) (O ESP).