A manipulação dos índices de correção monetária no primeiro ano do governo Collor provocou uma perda estimada em US$30,4 bilhões àa cadernetas de poupança, aplicações no over, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e ao patrimônio das empresas. Os saldos do FGTS, estimados na época em US$15 bilhões, perderam cerca de US$5 bilhões porque foram corrigidos 33,4% abaixo da inflação real de 90 (1.794% pelo IPC). Os cruzados novos bloqueados da poupança e do over (US$30 bilhões) perderam em média 40,5%, ou US$12,2 bilhões, de março a dezembro de 90. As empresas perderam US$13,2 bilhões porque foram forçadas a corrigir seus balanços pelo BTNF (889,5%), que refletiu só metade da inflação do ano, pagando imposto sobre um lucro que não existiu (FSP).