MULHERES ESTERILIZADAS NO BRASIL CHEGAM A 27%

Há interesse internacional no controle demográfico no Brasil. Os
51688 governos e os organismos internacionais interessados nesta política
51688 investem grandes quantias no país. E cerca de 27% das mulheres brasileiras
51688 em idade fértil estavam esterilizadas em 1986-- um percentual três vezes
51688 maior do que nos países desenvolvidos. Essas são as principais conclusões do relatório preliminar da CPI (Comisão Parlamentar de Inquérito) que investigou a esterilização em massa de mulheres no Brasil. As principais instituições que realizam o controle da fertilidade no
51688 Brasil são a Bemfam (Sociedade Civil de Bem-Estar Familiar no Brasil) e o
51688 Cpaimc (Centro de Pesquisas e Assistência Integrada à Mulher e à
51688 Criança), que funcionam subsidiadas por recursos financeiros de origem
51688 internacional. Segundo o relatório do senador Carlos Patrocínio (PFL-TO), a Bemfam e a Cpaimc executaram, na prática, políticas de controle demográfico concebidas "por governos estrangeiros e organismos internacionais, com repercussões negativas sobre a soberania nacional". A CPI apurou que o Cpaimc, com sede no Rio de Janeiro, recebe recursos de instituições internacionais como a FPIA (Family Planning International Assistance), a Pathfinder e a Jhpiego. O contrato com a FPIA, de Cr$143 milhões em março de 1990, teve como objetivo a distribuição de 7,5 ciclos de pílula, 510 mil preservativos, 25 mil DIUs (dispositivos intra-uterinos), 1.625 tubos de geléia, 110 mil comprimidos vaginais e 608 diafragmas. A Bemfam, também com sede no Rio de Janeiro, é filiada à International Planned Parenthood Federation (IPPF). Essa instituição repassou US$1,3 milhão à Bemfam, segundo contratos enviados à CPI. Os recursos internacionais da Bemfam nos últimos cinco anos somaram US$20,3 milhões. Além de cinco clínicas próprias, a Bemfam conta com 2.676 postos de atendimento conveniados com 1.193 municípios. O contratos celebrados entre a Bemfam e as instituições internacionais têm como objetivo, entre outros, aquisição e distribução de contraceptivos orais, DIUs, preservativos masculinos e treinamento de pessoal médico em técnicas de laparoscopia e laparostomia (para visualização e tratamento pós-cirúrgico no abdomen) (FSP).