O general da reserva do Exército Adyr Fiúza de Castro, um dos fundadores do CIE (Centro de Informacões do Exército), disse ter "certeza" de que o ex-deputado Rubens Paiva jamais passou pela casa de Petrópolis, onde o ex- sargento Marival Dias do Canto afirmou à revista Veja que ele foi morto e esquartejado. Fiúza disse que a casa de Petrópolis (RJ) era usada para amansar e aliciar os presos políticos a fim de torná-los agentes duplos. "Era um aliciamento, mas qualquer peteleco vocês consideram tortura". Fiúza esteve na cúpula do CIE entre 1967 e 1969. De 1971 a 1973, foi auxiliar direto do general Sylvio Frota no comando do 1o. Exército. "O general Frota, a quem venero, não admitia a tortura, mas eu discordava. Acho essa prática válida para obter informacões". Ele deixou o Exército em 1977, junto com o general Sylvio Frota, afastado após discordar do então presidente Ernesto Geisel na indicacão do ex- presidente João Figueiredo para sua sucessão (FSP) (O ESP).