PARTIDOS DE ESQUERDA OU DE TENDÊNCIA SOCIAL-DEMOCRATA VENCEM

Os partidos de esquerda ou de tendência social-democrata obtiveram o maior número de prefeituras no mapa das capitais, completado com o segundo turno no dia 15 último. Eles somam 16 dos 23 prefeitos que devem tomar posse a 1o. de janeiro. O levantamento não leva em conta Boa Vista (RR) e Maceió (AL), onde o turno final ainda não foi realizado. O PSDB venceu em cinco capitais, o PT e o PDT em quatro cada um, o PSB em duas e o PPS em uma. O PT apesar de sua derrota em são Paulo e no Rio de Janeiro, obteve duas outras grandes capitais (Belo Horizonte e Porto Alegre) uma média (Goiânia) e só uma pequena (Rio Branco). Os partidos de tendência liberal ou conservadora ficaram com apenas sete prefeitos nesse conjunto de cidades: quatro para o PMDB (Rio de Janeiro, Fortaleza, Campo Grande e Recife), duas para o PDC (Manaus e Palmas), uma para o PDS (São Paulo) e outra para o PFL (Belém). O PRN e o PSC, identificados com o presidente afastado Fernando Collor de Mello, não fizeram prefeitos em nenhuma capital. O PDT repete os resultados de 1988 no nordeste, conquistando duas capitais na região. Mantém Curitiba mas se enfraquece pela perda do Rio de Janeiro. O PMDB sai debilitado da eleicão. Ficou com duas capitais importantes. Mas Jarbas Vasconcellos (Recife) e César Maia (Rio) não são identificados como liderados do presidente nacional do partido, Orestes Quércia. O PSDB está presente no mapa das capitais do sudeste apenas em razão de Vitória. Implanta-se no norte (Macapá e Porto Velho) e no nordeste (Salvador e Teresina). Foi eliminado no primeiro turno em São Paulo-- onde se originou seu primeiro núcleo de dirigentes-- e em Fortaleza, plataforma de seu presidente nacional (FSP) (O Globo) (JB).