ELEICÃO MARCA RUPTURA NO PDT

O segundo turno das eleicões no Rio de Janeiro selou a ruptura entre o governador Leonel Brizola e o prefeito Marcello Alencar, ambos do PDT. Enquanto Brizola pregou o voto nulo, Alencar jogou sua popularidade na campanha de César Maia (PMDB). As divergências entre o governador e o prefeito se agravaram durante a escolha do candidato do PDT. Para evitar que o candidato de Alencar vencesse a convenção, Brizola cancelou as eleicões para as zonais do PDT e invibializou a convencão, impondo o nome de Cidinha Campos. A vitória de Maia foi uma vitória de Alencar, apesar de o atual prefeito não ter assumido publicamente seu apoio ao PMDB. Maia disse que quer ser "liderado por Marcello Alencar", a quem considera o maior político do estado". Brizola passou a atacar Alencar duramente, ameacando submetê-lo à comissão de ética do PDT. Brizola ameacou ainda retirar a protecão da PM ao prefeito. Alencar desafiou Brizola a andar com ele nas ruas "para ver quem precisa de protecão" e a comparar as contas das duas administracões. Atrair o apoio de Alencar foi, para Maia, questão de sobrevivência. Ele baseou sua campanha na promessa de continuar as obras de Alencar (FSP) (JB) (O Globo).