A CPI SOBRE O MASSACRE NA CASA DE DETENÇÃO

Pela primeira vez desde o início da apuracão do massacre na Casa de Detencão em São Paulo, um alto funcionário do presídio, Moacir dos Santos, declarou que foi impedido à forca pela Polícia Militar de entrar no Pavilhão 9, no dia 2 de outubro, quando 111 presos foram mortos. Em depoimento à CPI que apura o massacre, Santos-- um dos diretores de Vigilância e Disciplina do presídio-- disse que foi "ameacado com armas por policiais que não queriam a entrada de civis no pavilhão". Segundo ele, a PM e o ex-diretor da Casa de Detencão José Ismael Pedrosa teriam combinado de formar um grupo de "escudeiros" para entrar no pavilhão e tentar negociar com os presos. "Mas quando a PM abriu a porta de acesso ao pavilhão, entrou atirando e dando gritos de comemoracão a cada bala disparada", disse (FSP).