PAÍSES DO MERCOSUL DIVERGEM SOBRE TAXA DE IMPORTAÇÃO

Representantes das indústrias de cigarros e fumicultores do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai não chegaram ontem a um acordo sobre qual alíquota que será aplicada para a importação de fumo de países não- integrantes do MERCOSUL. Enquanto o Brasil e a Argentina, produtores de tabaco, defendem a manutenção de tarifas elevadas, o Paraguai e Uruguai, importadores do produto, não desejam ver aumentadas suas atuais tarifas de importação, segundo afirmou o diretor da filial argentina da Philip Morris, Jorge Vives. Segundo ele, o Brasil defende uma alíquota máxima de 35%, enquanto Argentina e o Paraguai querem uma tarifa de 20% e o Uruguai de 10%, percentuais aplicados atualmente por estes países. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria do Fumo (Sindifumo), Hélio Fensterseifer, as indústrias brasileiras estão defendendo uma alíquota máxima de 20%. O setor fumageiro dos quatro países reúne-se hoje novamente em São Paulo para tentar fechar algumas propostas comuns, que serão encaminhadas aos respectivos governos para a consolidação do MERCOSUL. O diretor da filial argentina da Souza Cruz, Pablo Grandjean, disse que as questões discutidas nestes dois dias em São Paulo irão subsidiar um novo encontro em Montevidéu, no dia 25 de novembro, do qual farão parte representantes do governo dos países do MERCOSUL. Na reunião de ontem, a questão mais polêmica do processo de integração, que é a permissão das exportações brasileiras de fumo em folha, não foi abordada. Segundo o presidente da Sindifumo, a questão seria tratada hoje (GM).