A decisão da Argentina de aumentar as alíquotas de importação e criar
51418 facilidades às exportações, na tentativa de recuperar seu saldo
51418 comercial, não coloca em risco o comércio entre os países do MERCOSUL. A avaliação é do presidente da Associação dos Exportadores do Brasil, João Sá, que considera "a proteção adotada pela Argentina emergencial e perfeitamente explicável em razão de o déficit na balança comercial daquele país estar comprometendo o plano econômico do governo, baseado na paridade entre o dólar e o peso". A medida terá impacto sobre as exportações brasileiras-- assim como a de todos os outros países-- para a Argentina. Mas, segundo Sá, os exportadores brasileiros estavam conscientes de que o excelente saldo de US$1 bilhão nos negócios com a Argentina obtido esse ano era transitório, resultado da defasagem cambial daquele país. O Brasil exportou, até setembro, US$2,1 bilhões para a Argentina, importando US$1 bilhão. As exportações brasileiras para os argentinos cresceram 121% em relação a 1991. A Argentina sozinha, já responde por 8,22% do total das vendas externas brasileiras, contra uma participação de apenas 4,04% em 91. A avaliação da AEB é de que o equilíbrio no comércio entre os dois países tende a desaparecer a partir do próximo ano, quando o Brasil começar a importar gás e petróleo argentinos (JB).