Pelo menos 300 pessoas morreram no fim-de-semana em Luanda, capital de Angola, em combates que marcam o reinício da guerra civil no país. Houve confrontos em várias cidades. Até ontem à noite não havia confirmação oficial do número de vítimas dos choques entre a Unita (União Naciuonal pela Independência Total de Angola, guerrilha de direita) e tropas do ex- marxista Movimento pela Libertação de Angola (MPLA, no governo). A guerra civil, que já durava 16 anos, havia sido interrompida no ano passado. As tensões voltaram a se intensificar após as eleições de 29 e 30 de setembro, as primeiras desde a independência de Angola (1975), vencidas pelo presidente José Eduardo dos Santos, do MPLA. Para observadores da ONU, as eleições foram limpas. O líder da Unita, Jonas Savimbi, denunciou fraude generalizada e voltou a mobilizar os guerrilheiros. As eleições foram convocadas após acordo de paz em maio (FSP).