O presidente do PRN, Daniel Tourinho, disse ontem que não sobrou dinheiro na campanha presidencial de Collor. Na defesa enviada ao Senado, os advogados do presidente afastado alegam que as despesas pessoais de Collor têm sido pagas, ao menos em parte, com sobras da campanha. A CPI do caso PC Farias concluiu que elas eram pagas com dinheiro do "esquema PC". Tourinho era presidente do PRN quando Collor se candidatou pelo partido. Se alguém disser que esse dinheiro é do PRN, tem que estar nas contas do
51375 partido, disse Tourinho. Na prestação de contas oficial do PRN no TSE, o saldo da campanha, em 1o. de março de 1990, foi de NCz$42.382,92, quantia que ficava livre do confisco imposto pelo Plano Collor. O líder do PRN no Senado, Ney Maranhão, revelou ontem nova irregularidade que teria sido praticada por Collor. Segundo ele, a sobra de campanha não está contabilizada porque pertencia a um "caixa 2" administrado pelo empresário Paulo César Farias (FSP) (JB) (O Globo).