Apenas 0,007% dos Cr$3,53 trilhões arrecadados pelo governo com o leilão da ACESITA foram pagos em moeda corrente. O percentual corresponde a Cr$256 milhões. Segundo números divulgados ontem pelo BNDES, para o pagamento da ACESITA, o papel mais usado foi o OFND (Obrigação do Fundo Nacional de Desenvolvimento), com o equivalente a Cr$1,20 trilhão (34% do total). Logo em seguida veio o TDA (Título da Dívida Agrária) com o equivalente a Cr$87 bilhões (24,7%). A terceira das chamadas "moedas podres" mais usada para pagar a siderúrgica foi o CP (Certificado de Privatização), com Cr$468 bilhões (13,22% do total). Na lista das moedas que pagaram a ACESITA, o cruzeiro perde apenas para papéis das dívidas da SUNAMAM (Superintendência da Marinha Mercante), extinta após escândalos na década de 80. Foram usados Cr$101 milhões em dívidas da SUNAMAM (FSP).