A CPI da VASP rejeitou ontem o pedido de quebra de sigilo das contas bancárias do ex-governador de São Paulo e presidente nacional do PMDB, Orestes Quércia, além das empresas das quais é sócio. A votação terminou empatada em 5 a 5. O voto de minerva, do relator Pedro Corrêa (PFL-PE), decidiu a questão a favor do ex-governador. Quércia foi salvo pela ausência dos parlamentares do PDS e do PDC. Um ano antes de se tornar ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello pediu ao governo de São Paulo US$2,5 milhões para executar a privatização da VASP. Pela proposta, que não chegou a ser aceita pela Secretaria da Fazenda, US$1,8 milhão seriam pagos no exterior. Zélia, então diretora da empresa de consultoria ZLC, pretendia se associar à companhia inglesa S.G. Warburg para o empreendimento. Segundo membros da CPI, esta revelação, que consta de documentos obtidos pela comissão junto à ex-ministra, contradizem o depoimento de Zélia à Polícia Federal (O ESP).