Os secretários de Finanças das capitais são contra a implantação de uma reforma ampla ou mesmo de um ajuste fiscal restrito em 1993. Eles acham que o governo federal deveria cobrir seu déficit por meio de cortes de despesas e com a retomada do desenvolvimento que elevaria rapidamente a arrecadação tributária. Essas propostas foram defendidas ontem pelos secretários de sete capitais, durante audiência com o ministro da Fazenda, Gustavo Krause. Ao final do encontro, o secretário do Município de São Paulo, Antônio Khair, disse não acreditar que o Congresso aprove uma reforma ou ajuste que crie apenas novos impostos. Os secretários defenderam a adoção de uma série de medidas que poderiam proporcionar um ajuste equivalente a 3% do PIB em 93, ou US$12 bilhões. Elas começariam pelo melhor controle gerencial das despesas e adoção de cortes e continuariam com a retomada do crescimento econômico, que aumentaria a arrecadação de impostos. Para isso, as taxas de juros reais teriam de cair. O ajuste proposto pelos secretários terminaria com um esforço para aumentar a arrecadação, mediante o combate aos sonegadores e cobrança dos inadimplentes. Para isso, defendem o reaparelhamento imediato da Receita Federal. Um dos itens da proposta de redução de despesas é o pagamento em dia dos fornecedores de produtos e serviços à União. Com isso, acreditam os secretários municipais, o governo poderia reduzir em até 40% os seus gastos com obras, compras e serviços. Cerca de 30% também podem ser eliminados dos gastos, caso seja extinta a "caixinha" ou seja, a comissão (O ESP) (GM).