Dados do Banco Central indicam que o Brasil deve obter ao final do ano superávit acima dos US$22 bilhões no seu balanço de pagamentos, contra déficits de US$8,8 bilhões em 90 e US$4,7 bilhões em 91. Os acordos de juros atrasados com o Clube de Paris e com os bancos privados vão permitir um superávit contábil de aproximadamente US$16 bilhões. O superávit efetivo chegava a US$6 bilhões ao final de março. O país desembolsou ao FMI, no primeiro semestre deste ano, US$261 milhões de amortização e juros de US$70 milhões, valores que somados ficaram bem acima do desembolso de US$240 milhões que representaram o desembolso da primeira "tranche"-- parcela-- feito pelo FMI ao Brasil dentro do acordo do tipo "stand-by", que foi interrompido em meados deste ano (O ESP) (GM).