INTEGRAÇÃO DE PARCEIROS COMERCIAIS VIVE FASE DE TRANSIÇÃO

O MERCOSUL deverá funcionar plenamente em 1995, mas, até lá, muitas arestas deverão ser aparadas entre os Estados-membros. O que se verifica no momento é falta de integração e de interesse por parte de alguns integrantes para discutir a legislação, participar de eventos e promover debates de assuntos com interesse comum. A reclamação foi feita ontem, em São Paulo, durante o 6o. Seminário Internacional de Direito de Informática, promovido pela ABDI (Associação Brasileira de Direito de Informática). Para exemplificar a falta de interesse dos parceiros comerciais, o representante da ABES (Associação Brasileira de Software, Manoel Antônio dos Santos, diz que a entidade vem tentando descobrir as divergências nas legislações dos quatro países, para tentar fazer alterações, mas encontra dificuldades. "Os empresários não estão dando a menor atenção para a área de software", disse. Enrique Draier, da Câmara de Empresas de Software e Serviços Informáticos da Argentina, concorda que o empresariado local não tem se interessado muito em discutir o assunto e é difícil até convencê-lo a participar de eventos, até fora desses países. O mercado mundial de informática movimenta US$450 bilhões por ano, sendo 50% com software e serviços. A América Latina responde por 1% a 2% do montante do mercado global, ficando o Brasil na liderança, com US$700 milhões, seguido pela Argentina (US$300 milhões), México (US$200 milhões) e Venezuela (US$120 milhões) (GM).