O ministro do Planejamento, Paulo Haddad, disse ontem que o governo vai destinar US$60 bilhões do seu orçamento no próximo ano para "políticas compensatórias", visando atenuar a população de baixa renda. Os recursos, que representam 30% do orçamento previsto para 93 (US$195 bilhões), serão alocados para programas sociais e projetos geradores de emprego. Haddad disse que o objetivo é fazer uma inversão total de prioridades na destinação das verbas orçamentárias. "Vamos procurar aliviar a tensão social nos bolsões de pobreza do país, redirecionando os gastos do governo". Segundo o ministro, já está definida a injeção de recursos orçamentários para apoiar frentes de obras em São Paulo e Rio de Janeiro. A maior parte dos programas "compensatórios", como merenda escolar, saneamento básico e habitação popular, serão descentralizados (FSP).