Um dos temas mais controvertidos da política industrial brasileira, a reserva de mercado para informática, tem sua morte decretada para a meia- noite de hoje. A partir de amanhã, deixam de ter validade as restrições que nortearam o setor nos últimos oito anos, entre elas a autorização prévia para importação de equipamentos. A importação de produtos de informática passa agora a ser regida pelas mesmas regras de um carro importado, por exemplo. Para ter um computador assinado por uma grife internacional, o usuário precisa apenas de uma guia de importação. O fim da reserva de mercado é a senha também para a entrada no país de empresas estrangeiras. A partir de amanhã, não apenas nomes reconhecidos da indústria mundial de informática planejam expandir sua atuação no mercado brasileiro. Pequenos fabricantes vindos de Taiwan, Coréia, Japão ou mesmo companhias brasileiras recém-nascidas devem se aventurar nessa área. O fim da reserva de mercado para a informática pouco deve mudar a vida do consumidor. Excetuando-se as restrições para importação, pouco restou da reserva de mercado original. Desde final do ano passado, os principais fabricantes do setor já vendem seus equipamentos no Brasil. Para isso, essas companhias optaram por escolher distribuidores no país ou formaram joint ventures com empresas brasileiras (FSP).