Meninos que fugiram em massa da unidade do Tatuapé da FEBEM, no último dia 23, passaram a se juntar no Centro de São Paulo. Depois de cheirar eslamte, eles cometem furtos-- numa média de 15 por dia. A Promotoria da Infância e da Juventude está investigando gastos do governo estadual para "acalmar" os menores. Teriam sido usados Cr$700 milhões na compra de cigarros (proibidos na FEBEM), sanduíches, colchonetes e outros produtos. Segundo documento divulgado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e entidades das áreas de infância e direitos humanos, apenas 10% dos 1.200 jovens que estavam na FEBEM cometeram infrações que justificassem internação no quadrilátero do Tatuapé. O documento diz que a maioria era do interior e cumpria Internação provisória" prevista em lei, pelo período de 45 dias. Eles aguardavam o estudo de seus casos e definição da sentença. As entidades dizem que a rebelião na FEBEM "teve sua formatação e peculiaridade moldadas" num momento de eleições "quando o embate das forças conservadoras e progressistas favorece a manipulação". Criticam ainda a Secretaria de Segurança Pública, que teria agido "em prejuízo do patrimônio público, propiciando a armação do caos e ampliando a duração do evento" (FSP).