DISQUETE DE PC INCRIMINA COLLOR

Fontes da Polícia Federal afirmaram ontem que os arquivos mantidos pelo empresário Paulo César Farias em seu microcomputador na empresa EPC, em São Paulo, contêm provas que contradizem a defesa do presidente afastado Fernando Collor de Mello. As evidências estão principalmente num arquivo chamado "cash" (dinheiro vivo), cuja senha de entrada é "Collor". No arquivo, preparado após as mudanças no Ministério, em janeiro deste ano, PC tranquiliza auxiliares sobre a possibilidade de a reforma vir a prejudicar o esquema de corrupção. "É bom lembrar que amizade entre antigos amigos é mais forte que casamento", diz. Ele recomenda que se evite "envolver o presidente" e garante que as operações manterão a força. Pelos arquivos, a PF identificou os principais operadores do esquema. Em São Paulo, atuava Rui Moura, ex-chefe de gabinete do Ministério da Indústria e Comércio. Em Brasília, chefiava o sistema o piloto e sócio de PC, Jorge Bandeira (O ESP) (O Globo).