O governo do Estado de São Paulo pagou quatro vezes mais por quilômetro do ramal do metrô da Avenida Paulista do que uma das empreiteiras da obra vai receber para realizar trabalho semelhante em Portugal. O contrato, assinado em 1986, durante a administração de Orestes Quércia (PMDB), deu a média de US$130 milhões por quilômetro. Este mês, a CBPO, do Grupo Odebrecht, ganhou concorrência em Portugal pela qual vai receber US$80 milhões para construir 2,5 quilômetros do metrô de Lisboa. Há indícios de superfaturamento em outras obras do governo Quércia. O orçamento da Rodovia Carvalho Pinto, por exemplo, aumentou de US$300 milhões para US$1,5 bilhão. O contrato da construção das usinas Canoas I e II, no rio Paranapanema, está até 300% acima dos preços do mercado (O ESP).