NORTE-AMERICANO INCRIMINA EMPRESA DE PC

O brasileiro Ironildes Teixeira, tido como testa-de-ferro de Paulo César Farias nos EUA, e a Miami Leasing Aviation, apontada como uma das firmas fantasmas de PC, estão sendo acusados criminalmente pelo norte-americano William Black como cúmplices num esquema de exportação fraudulenta de aviões. Além disso, Black, que foi preso pelo FBI como falsificador de certificados de venda de aeronaves, revelou ter forjado os papéis de pelo menos cinco aviões despachados para o Brasil-- além do Laerjet 55 e de dois outros jatos de fabricação britânica (um BA-125 800/a e um HS-125 700) que a Miami Leasing vendeu à Brasil Jet e ao Citibank do Brasil. Black, preso em setembro, decidiu cooperar com as autoridades norte- americanas para reduzir sua sentença. Sua primeira atitude foi dizer que seus clientes sabiam que os títulos que ele emitia, em nome da FAA (o departamento de aviação civil dos EUA), eram falsos. Na época de sua prisão, Ironildes dissera que ele a Miami Leasing foram vítimas de Black. Porém, em depoimento no Tribunal de Fort Lauderdale, Black afirmou que seus clientes sabiam que o que ele fazia era fraudulento. As suspeitas com relação à Miami Leasing contam com um agravante: segundo a CPI do caso PC, ele usava a empresa para, entre outras coisas, remeter dólares ao exterior sob uma fachada legal. Uma transação entre essa firma e a Brasil Jet usando documentos falsos seria um meio perfeito para isso (O Globo).