O empresário Pedro Collor de Mello disse ontem, em Maceió (AL), que a defesa do irmão, o presidente afastado Fernando Collor, "é uma farsa". Ele afirmou que o empresário e deputado Luiz Estêvão (PRN-DF), amigo do presidente, o advogado de defesa Evaristo de Morais Filho e o advogado Antônio Mariz foram pedir a Paulo César Farias, o PC, que assumisse a autoria dos cheques "fantasmas". Segundo Pedro, houve um acordo: PC nada assume, mas é acusado. O advogado de PC, Antônio Mariz, afirmou que o presidente afastado Fernando Collor demonstrou não ter como provar sua inocência ao responsabilizar, na defesa apresentada ao STF, o caixa da campanha presidencial por atos ilícitos ocorridos em seu governo. Segundo Mariz, as acusações de Collor serão rebatidas por PC na Justiça: "Quem se defende acusando é porque não tem defesa" (O ESP) (O Globo).