Pelo menos 40 pessoas ficaram feridas na rebelião da FEBEM, que durou cerca de 25 horas. Dos feridos, 30 eram internos, nove funcionários e um PM. Sete menores sofreram ferimentos graves, dois deles com queimaduras de 1o. e 2o. graus. Os boatos de que menores tinham morrido foram desmetidos pela secretária do Menor, Alda Marco Antônio, que negociou o fim da rebelião. A Secretaria do Menor não sabia ontem estimar qual o prejuízo causado pela rebelião, mas a destruição foi grande. Das 16 maiores unidades da FEBEM, entre educacionais e administrativas, nove foram incendiadas e quatro foram destruídas. Essas unidades ficaram totalmente sem condições de abrigar os internos. A FEBEM tem 72 edificações. Ao contrário do massacre ocorrido na Casa de Detenção, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros só entraram na FEBEM após receberem ordem por escrito da secretária do Menor. Dos cerca de 1.300 internos, 900 foram transferidos. Os números indicam que 100 internos fugiram, mas os dados não são precisos. Dos que fugiram, 50 foram recapturados (FSP).