Até junho de 1993 deve estar concluído o estudo de viabilidade técnico- econômica da rodovia entre Porto Alegre e Colônia del Sacramento, no Uruguai, e também a ponte com cerca de 50 km entre essa cidade e a capital argentina, Buenos Aires. A informação foi dada ontem pelo diretor de operações internacionais do grupo francês Lyonnaise des Eaux Dumez, Oliver de Saint-Lager, no Seminário sobre o Eixo Viário São Paulo/Porto Alegre/Buenos Aires, realizado em Canela (RS). A partir daí, o grupo liderado pela Dumez e também composto pela subsidiária da Fiat, a italiana Impregilo SPA, pela CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras), a argentina José Cartellohe Construcciones Civiles S.A., além de um consórcio de empreiteiras uruguais-- em formação--, estará se habilitando, como concesionária, a buscar financiamentos internacionais e tocar a obra. Antes, porém, os governos dos três países envolvidos (Brasil, Argentina
51234 e Uruguai) devem lançar a concorrência para o projeto, e não se descarta
51234 a rodovia até o Chile, desde Buenos Aires, assim como permitir o ingresso
51234 de outros grupos interessados, afirmou o diretor da CBPO, César Veloso de Castro, revelando que um pré-estudo realizado apontou um custo de US$2 bilhões (entre a estrada de rodagem de um mil quilômetros de Colônia até Porto Alegre e a ponte no estuário do rio da Prata, em Buenos Aires). O secretário de Obras Públicas e Comunicações da Argentina, Wylian Otrera, revelou que o país investiu, assim como o Uruguai, US$2 milhões para preparar o edital de construção da ponte Buenos Aires-Colônia. Existem, segundo ele, 140 empresas internacionais interessada na ponte, e as obras devem se iniciar em, no máximo, 14 meses. Enquanto isso, o ministro dos Transportes brasileiro, Alberto Goldman, salientou que a proposta de integrar a iniciativa privada na obra é a única alternativa para o país (GM) (JB).