EXIMBANK INSISTE NA NECESSIDADE DE ACERTO DAS DÍVIDAS

As autoridades econômicas que integram a comitiva do presidente José Sarney aos EUA tiveram duas reuniões, ontem, com John Bohn, o presidente do EXIMBANK, o principal credor individual da dívida externa de cerca de US$11 bilhões que o Brasil tem com governos. No mês passado, o Brasil realizou um pagamento equivalente a 25% dos juros que deixaram de ser pagos entre janeiro de 1985 e maio último. A proposta inicial brasileira fora de pagar 15% de juros e principal em três parcelas, sendo a primeira de 9% em junho. Mas os bancos comerciais reclamaram, lembrando que no acordo de renegociação parcial assinado no início deste ano foi incluída uma cláusula em que o governo se comprometia a dar o mesmo tratamento a todos os credores. Assim, se pagasse o principal atrasado aos credores oficiais, o Brasil teria de fazer o mesmo com os bancos. Diante disso, o Ministério da Fazenda, decidiu pagar montante idêntico ao que pagaria pela proposta inicial (a quantia não foi revelada), mas saldar apenas a conta atrasada de juros. Por este esquema, o Brasil terá pago 42% do principal até meados do ano que vem (GM).