FALTA DE COMPRADORES ADIA LEILÃO DA ACESITA

O leilão de privatização da ACESITA, realizado ontem na BVRJ, poderá ser cancelado hoje e remarcado para outra data se não houver demanda suficiente para a compra das 381 milhões de ações ordinárias (30,18% do capital votante) que não forma arrematados. Operação planejada pelos três bancos controladores da USIMINAS-- Bozano, Simonsen, Bamerindus e Econômico--, que pretendia adquirir o controle da ACESITA, foi jogada por terra pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). A USIMINAS percebeu que não tinha condições de administrar a ACESITA sozinha. Pediu aí a interrupção do leilão, para que pudesse compor uma associação com a Previ. Diante desse pedido, a venda da ACESITA esteve suspensa por duas horas. Esse acordo acabou não saindo. A Bolsa reiniciou o leilão mas não havia compradores em número suficiente para encerrar a venda ontem, mesmo ao preço mínimo. Foram vendidos no leilão 619 milhões de ações (48,9% do capital votante), das quais 576 milhões ao preço de Cr$4,1 milhões o lote de mil. O restante saiu entre Cr$4 milhões e o preço mínimo de Cr$2,7 milhões, resultando em um total negociado de Cr$2,49 trilhões. No leilão de hoje, só poderão participar quem comprou ações ontem. O preço de venda será o mínimo de Cr$2,7 milhões o lote de mil ações. Se a venda da ACESITA for concretizada hoje o governo arrecadará Cr$3,53 trilhões-- um ágio de 29,5% acima do mínimo. Com as ações vendidas ontem, ninguém ficou com o controle da ACESITA (JB).