TESTE DE AIDS TROCADO NO RIO DE JANEIRO

O professor Antônio César de Souza, de 53 anos, passou cinco anos e seis meses de sua vida sendo discriminado por causa de um teste de AIDS trocado. Nesse meio tempo, separou-se da mulher, não viu mais a filha, não conheceu os netos e ainda perdeu seus três empregos e os amigos. Tudo por causa de um erro ocorrido em 1987 no Hospital do Andaraí, no Rio de Janeiro (RJ), onde seu exame de sangue foi trocado. No lugar de uma diabetes e uma anemia profunda, o diagnóstico deu AIDS. O professor está processando o INAMPS (que administra o hospital) e o governo estadual (pois foi forçado a se aposentar). Seus advogados estão pedindo uma indenização de Cr$200 milhões, pelas "sequelas morais". Antônio César descobriu que não estava com AIDS, e sim com diabetes, há dois dias, após fazer novos testes no Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Por causa do erro no diagnóstico, o professor teve outro problema em 1990. Após três anos tomando AZT, sofreu uma violenta infecção na perna direita e foi obrigado a amputá-la. Para ele, isso ocorreu em consequência da diabetes (O Globo).