Os recursos hoje destinados ao ensino universitário são inferiores, em termos reais, aos que eram destinados há dois anos. Diante dessa clara redução de investimentos, diminuir as verbas das universidades seria o mesmo que condená-las ao sucateamento total. A médio prazo, a estratégia seria mortal. Essa é uma das conclusões do relatório elaborado pelo senador João Calmon (PMDB-ES), a partir dos trabalhos da CPI criada em agosto de 1991 para investigar a crise na universidade. No próximo dia 29 os integrantes da CPI deverão votar o relatório, que será enviado ao Ministério da Educação. O relatório mostra que o centro da crise universitária situa- se na área de recursos-- o que inclui não só a diminuição, mas também a má aplicação. Segundo Calmon, nem o dispositivo constitucional que deu autonomia às universidades, em 1988, melhorou a situação. Para mudar a situação, o relatório da CPI sugere a abertura de mais cursos noturnos, a expansão do crédito educativo, bolsas de estudo reembolsáveis e um sistema de avaliação permanente das universidades. Segundo o relatório, em 1981 as universidades tinham 316.715 alunos matriculados. No ano passado, o número havia chegado a 335.607, distribuídos por cerca de 900 universidades (O ESP).