O delegado João Câncio Pereira, da Polícia Federal de São Paulo, que preside o inquérito sobre grupos neonazistas, indiciou o diretor do programa "Documento Especial" que foi ao ar pelo SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) em 17 de setembro, Nélson Hoineff, o produtor Eduardo Faustini e o chefe de reportagem, André Rohde, por apologia ao crime. O programa mostrou reportagem sobre grupos de neonazistas que pregam a eliminação de nordestinos, judeus e negros. O delegado baseou sua decisão nos depoimentos dos jovens. "Todos dizem a mesma coisa: receberam dinheiro para dar as declarações", justifica o delegado. "Além disso, disseram que receberam o texto pronto e, outros, bebidas alcoólicas, inclusive menores". Segundo o delegado, isso constitui apologia ao crime (JB).