O CNPCP (Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária), órgão do Ministério da Justiça, aprovou ontem o relatório do ex-secretário de Justiça de São Paulo, Rubens Approbato Machado, sobre o massacre na Casa de Detenção do Carandiru, onde 111 presos foram assassinados no último dia dois. Machado concluiu que os presos não usaram armas de fogo e foram assassinados quando já estavam rendidos, sem que houvesse qualquer tentativa de negociação por parte da Polícia Militar. O capitão Arivaldo Sérgio Salgado, comandante do COE (Comando de Operações Especiais), foi o primeiro oficial a assumir que ordenou seus subordinados a atirar contra os presos da Casa de Detenção. Ele depôs ontem no IPM que apura o massacre. "Eu atirei e ordenei que meus homens atirassem contra os presos para salvaguardar nossas vidas. Declarei no inquérito que atirei, por isso, possivelmente serei indiciado. Tenho certeza que acertei detentos, agora, se matei não sei", contou o capitão após o depoimento (FSP).