O procurador-geral da República, Aristides Junqueira, denunciou ontem o ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, Antônio Rogério Magri, por corrupção passiva ao STF. Segundo o procurador, "Magri confessou que recebeu US$30 mil de uma empresa que estava realizando obra relacionada ao combate à cólera", no Acre, para liberar recursos do FGTS. O agente corruptor, segundo Junqueira, seria a Construtora Norberto Odebrecht. Se for condenado, Magri poderá pegar pena de um a oito anos de prisão, de acordo com o Código Penal. Na mesma denúncia, o procurador também pede que seja aberto um inquérito novo sobre a participação de diretores da CEF na liberação irregular de verbas do FGTS, nas administrações de Álvaro Mendonça e Lafaiete Coutinho. Mendonça, em depoimento à polícia, confirmou adiantamento de Cr$3 bilhões para o Canal da Maternidade, em Rio Branco (AC). Os documentos apresentados, contudo, não tinham timbre, datas ou assinaturas (JB).