SINDICALISTAS DEBATEM PRIVATIZAÇÃO E AJUSTE FISCAL COM ITAMAR

A polêmica em torno da criação do ITF e a revisão do programa de privatização foram os principais temas do encontro de ontem dos líderes das centrais sindicais com o presidente Itamar Franco. "Aceitamos o ITF desde que não sejam os trabalhadores a pagar", assinalou o presidente da CUT, Jair Meneguelli. Segundo ele, o presidente garantiu que não irá aprovar a criação do imposto, caso venha a onerar o trabalhador. "O presidente ainda não está convencido da necessidade do ITF", completou o presidente da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Francisco Canindé Pegado. O presidente da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), Antonio Neto, condenou o mesmo percentual de taxação para toda a sociedade, afirmando que o imposto isente a maioria da população. Contrários ao programa de privatização iniciada pelo governo Collor, os três líderes sindicais saíram do Palácio do Planalto com a promessa de que o processo será rediscutido e reavaliado, inclusive pelo Congresso Nacional. Os três documentos levados ao presidente pelos líderes sindicais continham uma proposta mínima de emergência: o reajuste mensal dos salários. A CUT, além de propor o reajuste dos salários de acordo com a inflação e a reposição das perdas salariais, sugeriu o reajuste mensal do salário-mínimo acrescido de 5%. A Confederação Geral dos Trabalhadores pediu a criação de um "banco do trabalhador", que ficaria responsável pela administração de fundos sociais, como o FGTS e o FAT (GM).