TESOURO ASSUMIRÁ PARTE DA DÍVIDA DA CSN

A CSN, com data prevista para privatização no dia 22 de dezembro, irá a leilão com uma dívida de US$760 milhões, ou de US$1,1 bilhão, considerando-se os encargos financeiros desses débitos. A dívida total da CSN atinge hoje US$1,3 bilhão. Desse montante, US$400 milhões referem-se à dívida externa vencida, junto a 45 bancos estrangeiros, que será integralmente assumida pela SIDERBRÁS. E quando da liquidação efetiva da SIDERBRÁS, caberá ao Tesouro Nacional assumir o passivo da "holding" estatal do setor siderúrgico. "O mecanismo de capitalização da CSN já foi aprovado pela SIDERBRÁS e pela Comissão Diretora do Programa Nacional de Desestatização", informou ontem o diretor-financeiro da CSN, Wilson Nogueira. Segundo ele, a dívida remanescente de US$760 milhões, a vencer em até 10 anos, é "totalmente compatível com a geração de caixa da CSN". A CSN deve faturar este ano US$1,74 bilhão, face ao US$1,6 bilhão de 1991. O preço mínimo de leilão da siderúrgica está avaliado em US$1,58 bilhão (GM).