A necessidade de simplificação dos trâmites aduaneiros é uma das principais reivindicações das indústrias químicas instaladas no Brasil para a agilização de negócios com os demais países do MERCOSUL. "Para a liberação de cargas na fronteira entre Brasil e Argentina é exigida a apresentação de uma série de documentos, o que contribui, apenas, para concentração de produtos em Uruguaiana (RS)", disse o gerente da Divisão de Marketing da Polisul Petroquímica, Júlio César Rabelo. Ele defendeu, ainda, a necessidade de unificação dos horários de funcionamento da aduana brasileira e argentina ou o seu funcionamento em regime de 24 horas. No caso da Argentina, a aduana opera pela manhã e, no caso brasileiro, à tarde. Essas questões foram debatidas ontem durante o painel Integração Latino- americana - O MERCOSUL", realizado pelo Congresso Rio Oil & Expo 92, no Riocentro, no Rio de Janeiro (RJ). O diretor comercial da Polibrasil, Sérgio Muniz Wright, revelou que caminhões que transportam produtos de sua empresa aguardam até 14 dias para liberação da carga na fronteira. Outro ponto bastante debatido pelo setor durante o encontro foram as práticas desleais de comércio de produtos químicos. A ABIQUIM está preparando um amplo levantamento sobre a situação interna do setor de termoplásticos, com dados sobre produção, consumo doméstico, capacidade instalada, importação, preços, produtividade, etc. O objetivo é reunir o máximo de informações possível, capaz de servir de defesa à indústria local contra eventuais importações com práticas de "dumping" ou subsídio, afirmou Renato Endress, coordenador do Departamento de Comércio Exterior da ABIQUIM (GM).