Cerca de 1 milhão de trabalhadores entraram em greve a partir da zero hora de hoje, em todo o país. Estão parados cerca de 750 mil bancários, 230 mil previdenciários e mais os funcionários da Polícia Rodoviária Federal. A Polícia Federal foi mobilizada "para garantir o direito de trabalho em todos os Estados". No Rio de Janeiro, a PM colocou soldados em todas as agências para impedir os piquetes. Em São Paulo, já estão parados desde ontem 135 mil professores e mais 9 mil médicos, que reivindicam aumentos salariais. Em Brasília, o ministro da Previdência Social, Raphael de Almeida Magalhães, pediu a decretação de estado de greve e insiste na negociação com os previdenciários. A reivindicação dos servidores é de um piso de três salários-míninos. Os bancários reivindicam piso de Cz$3.000,00, reajuste de 26,5%, produtividade de 10%, 100% do IPC (sem expurgo), estabilidade no emprego, escala móvel de 5%. O presidente da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Roberto Konder Bornhausen, afirmou que os bancos estão preparados para operar mesmo que seja de forma precária e as agências bancárias devem abrir suas portas para atender o público. Os funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), no Rio de Janeiro, decidiram ontem, em assembléia, não entrar em greve e continuar a negociação com a empresa. De acordo com os dados da Central Única dos Trabalhadores (CUT), deverão entrar em greve, este mês, em todo o país, 1.892.000 pessoas. Além de bancários e de previdenciários, a CUT prevê a paralisação de petroleiros, químicos e eletricitários nos próximos dias (JB) (O Globo).