O governo Itamar vai adaptar a proposta orçamentária de 1993, elaborada pela equipe de Collor, à nova base de sustentação política, com destaque para os governadores de São Paulo, Luiz Antônio Fleury (PMDB), e de Pernambuco, Joaquim Francisco (PFL). Em vez da pulverização de recursos prevista por Collor, que chegou a cinco mil projetos só no Ministério da Ação Social, o novo orçamento vai concentrar US$7,3 bilhões em cerca de 60 projetos. Os parlamentares, preocupados com a falta de verbas para emendas, vão pressionar a equipe econômica para aumentar a receita tributária programada no projeto Collor, cerca de US$35 bilhões, avisa o relator do orçamento, senador Mansueto de Lavor (PMDB-PE). Enquanto isso, a área econômica estuda se será necessário promover cortes de até 20% na proposta de Collor em função de eventual superestimativa na receita (FSP).